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全国等级考试资料网 2022-11-05 07:30:41 63

Participa??o do Brasil na guerra.

Com a autoriza??o do Congresso Nacional, o Presidente Wenceslau Braz abriu os portos brasileiros aos navios de guerra das na??es aliadas. O Brasil assumiu também o encargo de com a nossa Esquadra, patrulhar o Atlantico Sul, diminuindo os encargos das Marinhas amigas. Essa colabora??o, entretanto, era limitada, face às necessidades de guerra e às nossas possibilidades. Sabia-se que os meios de transporte marítimo constituíam naquela ocasi?o um dos problemas vitais para os nossos aliados. Agindo dessa forma, livre e espontaneamente, quis o Brasil patentear, em ato inequívoco, o propósito franco e leal de dar n?o só solidariedade moral, mas também oferecer a participa??o material naquilo que se afigurava de grande utilidade para eles – o auxílio em meios de transporte marítimo.

Por outro lado, enquanto uma parte de nossa Marinha realizava o patrulhamento da orla marítima, durante dois anos, aproximadamente, a Divis?o Naval em Opera??es de Guerra seguia, em 7 de maio de 1918, para os mares europeus para incorporar-se à Esquadra britanica em Gibraltar. Em 9 de agosto atingiu Freetown, permanecendo 14 dias neste porto, quando ent?o os homens come?aram a adoecer com o vírus da gripe espanhola. No dia 26 a Divis?o entrou no porto de Dacar, nele permanecendo até 3 de novembro. A for?a naval era comandada pelo Contra-Almirante Pedro Max Fernando de Frontin e integrada pelos seguintes vasos de guerra: cruzadores Rio Grande do Sul (capitania) e Bahia: contratorpedeiros Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Santa Catarina: tender Belmonte; rebocador de alto mar Laurindo Pitta.

Com isso, no campo militar, realizava-se o primeiro esfor?o naval fora de águas sul-americanas. Além dessa participa??o, o Brasil enviou um grupo de aviadores navais que, partindo para a Inglaterra em janeiro de 1918, ali come?ou treinamento intensivo, participando, a seguir, de miss?es de combate, juntamente com os pilotos ingleses da Royal Air Force. O grupo era constituído de um capit?o-tenente e sete tenentes da Marinha de Guerra e do Tenente Aliatar de Araújo Martins, do Exército.

Ademais, aviadores brasileiros serviram em unidades francesas e britanicas, tendo muitos deles perdido a vida. N?o se deve esquecer que oficiais de nosso Exército foram incorporados a vários regimentos franceses da linha de frente, onde muitos se distinguiram em combate, entre os quais o Gen José Pessoal Cavalcante de Albuquerque que, ainda tenente, comandou um pelot?o do 4o Regimento de Drag?es do Exército francês. Muitos tiveram os nomes citados em ordens do dia e foram agraciados com condecora??es aliadas.

Mobilizou-se também um grupamento médico com a finalidade de instalar um hospital para tratamento de feridos de guerra na Fran?a.

Miss?o médica.

A Miss?o Médica especial era chefiada pelo Dr. Nabuco Gouveia e orientada pelo General Napole?o Aché; operaria subordinada ao comando único dos exércitos aliados. A Miss?o partiu com 86 médicos, a 18 de agosto de 1918. Em Paris, incorporaram-se mais seis médicos, que nesta cidade se encontravam em caráter particular, no Hospital Franco-Brasileiro mantido pela col?nia brasileira daquela cidade. Com exce??o de cinco médicos do Exército e cinco outros da Marinha de Guerra, todos os demais eram civis convocados e comissionados em diversos postos. Integravam-na ainda 17 acadêmicos de medicina e 16 outros elementos, entre farmacêuticos, pessoal de intendência, de secretaria e contínuos, além de 30 pra?as do Exército indicados para constituir a guarda do Hospital Brasileiro instalado na capital francesa, na rua Vaugirard, para atender os feridos evacuados da frente de batalha.

Com a epidemia de gripe que assolava a Fran?a, todos os planos para o aproveitamento de nossa Miss?o Médica foram mudados radicalmente. O governo francês receava que a epidemia atingisse a retaguarda e desta forma ficassem sem apoio as frentes de batalha, o que evidentemente causaria o colapso da resistência aliada. A Fran?a convocara 700 médicos para combater a doen?a no interior do país. Os brasileiros seguiriam o mesmo destino dos médicos franceses.

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